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O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique PizzolatoAntonio Cruz/Agência Brasil |
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Pizzolato
saiu de Milão na noite de ontem (22). Na capital paulista, ele fará os
procedimentos de registro de entrada no país. Ainda no aeroporto, embarca em um
jatinho da Polícia Federal com destino a Brasília, onde cumprirá pena na
Penitenciária da Papuda.
A
chegada ao Brasil do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) encerra um
capítulo na história da fuga de um dos condenados no processo do mensalão.
Pizzolato
foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de
prisão por lavagem de dinheiro e peculato, mas, por ter dupla cidadania, fugiu
para a Itália em setembro de 2013, antes do fim do julgamento, com um
passaporte falso em nome de um irmão morto. O ex-diretor do BB foi o único dos
condenados que fugiu. Ele foi preso em fevereiro do ano passado em Maranello,
na Itália.
Em
outubro de 2014, chegou a ser solto pela Corte de Apelação de Bolonha, que
negou sua extradição. No entanto, posteriormente, a Corte de Cassação de Roma e
o Ministério da Justiça da Itália confirmaram a expulsão. Seguiu-se uma série
de recursos administrativos e na Corte Europeia de Direitos Humanos, mas todos
foram negados.
No
dia 6 de outubro, a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou a última
tentativa de recurso de Pizzolato contra sua extradição para o Brasil. No
recurso protocolado na corte, a defesa, como nas demais ações contra a
extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos
presídios brasileiros. O argumento foi usado para que o ex-diretor do BB
continuasse na Itália.
O
ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por duas semanas a
entrega de Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, anteriormente
prevista para o dia 7 deste mês.
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