domingo, 23 de junho de 2013

MPDFT É ACIONADO

As explicações do secretário de Transporte, José Walter Vazquez, à Comissão para Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa, não foram suficientes para convencer a deputada Celina Leão (PSD) sobre a legalidade do processo licitatório do transporte público. A distrital protocolou, na tarde de ontem, no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), representação contra o secretário e o pedido de cancelamento da licitação, que definiu as empresas vencedoras da disputa.
Segundo o documento entregue ao promotor de Justiça Wagner de Castro Araújo, “a licitação possui vícios insanáveis”, além de ter como vencedoras duas empresas da família Constantino.
A distrital acrescentou à investigação realizada pelo MPDFT um fato novo: a existência da Lei 1.387/97, de autoria do ex-deputado e atual secretário Extraordinário da Copa, Cláudio Monteiro.
A lei prevê que para cada trecho licitado deverá haver pelo menos duas empresas concorrentes, para que ela ocorra. Segundo a deputada, o secretário teria afirmado que a lei não estava em vigor, tornando assim legal a licitação, o que foi rebatido pela assessoria jurídica da Câmara Legislativa.
“A lei estabelece a necessidade de haver mais de uma concorrente para a disputa do transporte público, o que não ocorreu”, alertou Celina, que completou: “A licitação, só por aí, já não é legal”.
Família Constantino
A deputada alerta ainda que para poder disputar a concorrência, em setembro de 2012, empresas da família Constantino se desmembraram com o intuito de burlar a Justiça. “As empresas são dos mesmos sócios e não poderiam concorrer, mas mesmo assim o governo deixou”, afirmou.
A própria elaboração do edital levantou suspeitas. Para a comissão, o secretário José Walter havia afirmado que antes da licitação, teria consultado ao Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF) para saber se existiam impedimentos do escritório de advocacia Sacha Reck em auxiliar na elaboração do edital, já que ele prestava consultoria para empresas de ônibus.
O presidente da entidade, Ibaneis Rocha Barros, disse à deputada que ele não possui conhecimento sobre a consulta e que a OAB verificará a veracidade da informação.
Consultoria sob suspeita
A deputada distrital questiona se a presença da empresa de Sacha Reck não teria prejudicado o direito de defesa das empresas que foram descredenciadas durante o trâmite da licitação, já que elas não conseguiram recorrer.
“Mesmo que haja, na OAB, a consulta sobre a presença do escritório de advocacia de Sacha Reck na licitação, vamos querer saber da própria entidade se o fato de ela fazer consultoria para empresas participantes não fere o código de ética”, afirma Celina Leão. Sacha Reck presta consultoria jurídica às empresas Pioneira e Piracicabana.
Segundo a deputada Celina Leão, a OAB se comprometeu a analisar a veracidade das afirmações do secretário José Walter Vazquez e se há impedimento por parte da empresa de consultoria. A Ordem pediu um prazo de 30 dias.
Resposta
Procurada, a assessoria de comunicação do GDF não se pronunciou quanto à abertura de processo contra o secretário de Transportes, mas em nota afirmou que “a despeito dos esforços da deputada Celina Leão para impedir a renovação da frota e a implantação do novo sistema de transporte coletivo, o Governo do Distrito Federal inicia na próxima sexta-feira a troca dos atuais e carcomidos ônibus por outros novos, mais confortáveis, seguros e menos poluentes”.
Renovação
A empresa Piracicabana, que recebe consultoria da Sacha Reck, venceu a licitação para a Bacia 1, composta por nove cidades, entre elas Brasília. A viação pertence à família Constantino, assim como a Pioneira, que ganhou outra bacia.
As demais vencedoras do certame foram HP-ITA, Marechal e São José. Apenas essa última empresa e a Pioneira já operavam no DF.
A reorganização do transporte público começou em maio de 2011, com a aprovação do Plano Distrital do Transporte Urbano (PDTU), pela Câmara Legislativa.
A promessa do Governo do Distrito Federal é de que até o final do ano, toda a frota será trocada, dando lugar a 2.580 carros.

Por Suzano Almeida

Jornal de Brasília


sábado, 22 de junho de 2013

TENTATIVA DE HOMICÍDIO NO VARJÃO

Uma tentativa de homicídio acaba de acontecer no Varjão em frente à uma escola particular que estava cheia de crianças em horário de recreio e brincando na área de lazer. O fato é que Gabriel Silva, 18 anos, solteiro, filho da presidente do Conselho de Segurança do Varjão, descobriu uma possível traição de sua namorada. Gabriel, inconformado com a infidelidade da amada, não teve duvidas quando a viu andando em rua do cidade. Sacou de um revólver calibre 38 e disparou 5 tiros em direção a jovem. Gabriel já se encontra detido na 9ª Delegacia de Polícia do Lago Norte e deverá ser autuado por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Mesmo tendo se entregado espontaneamente e sem passagem pela polícia, Gabriel, não deverá responder ao processo em liberdade. Após os procedimentos de praxe deverá ser recolhido à DPE ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Fercal News.

DOIS DISTRITAIS CONDENADOS

Acusados de participar do esquema da Caixa de Pandora, Aylton Gomes e Rôney Nemer terão de devolver mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos. De acordo com a Justiça, ambos recebiam mesada para aprovar projetos de interesse do governo
Além de ter que ressarcir os cofres públicos, os direitos políticos de Roney Nemer (E) e Aylton Gomes (D) foram suspensos por 10 anos
 Os deputados distritais Aylton Gomes (PR) e Rôney Nemer (PMDB) foram condenados ontem por envolvimento no suposto esquema de pagamento de propinas em troca de apoio político ao Executivo, entre 2007 e 2009, na Câmara Legislativa. O juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, mandou os parlamentares devolverem a mesada que teriam recebido e ainda triplicou esse montante como multa pela participação no episódio. O magistrado aplicou também uma indenização no valor de R$ 1 milhão a título de danos morais para a população pelo constrangimento provocado pelo escândalo da Caixa de Pandora, de repercussão nacional.
No total, Aylton Gomes terá de desembolsar R$ 2,092 mihões e Nemer R$ 2,104 milhões para ressarcir os prejuízos apontados pela Justiça. Eles também ficaram com os direitos políticos suspensos e impedidos de firmar contratos com o Poder Público pelo período de 10 anos. Ambos poderão ainda recorrer à segunda instância para tentar reverter a sentença. Esses são os primeiros deputados distritais ainda com mandato condenados pela participação nas denúncias da Pandora.
Álvaro Ciarlini já proferiu sentenças contra os ex-deputados Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (sem partido) e Rogério Ulysses (sem partido). Entre os parlamentares da base de apoio do governo Arruda, respondem na Justiça a ações de improbidade semelhantes ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido) e o deputado Benedito Domingos (PP). Eles estão com os bens bloqueados há dois anos, desde que os promotores de Justiça do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, responsáveis pela investigação, ingressaram com as ações na esfera cível.
A indisponibilidade do patrimônio é um meio judicial de garantir que as penas da Justiça, de pagamentos de multas e devolução de recursos, sejam aplicadas. Quando a sentença transitar em julgado, ou seja, não houver mais possibilidade de recurso, o dinheiro terá de ser pago pelos condenados, sob pena de venda dos bens para ressarcimento. Procurado pelo Correio, Rôney Nemer disse ontem que discorda da decisão do juiz Álvaro Ciarlini.
O deputado distrital sustenta que nunca recebeu dinheiro do ex-governador José Roberto Arruda ou do delator da Operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa. “Acredito que, no Tribunal de Justiça, vão compreender a verdade. A principal testemunha do caso (Durval) me inocentou. Disse que nunca ouviu falar que eu tenha recebido dinheiro. Se ele é o delator, se tudo o que ele diz consideram verdade, deveriam ter levado isso em conta”, afirma o peemedebista. Por meio da assessoria de imprensa, Aylton Gomes afirmou que o nome dele foi citado indevidamente em uma conversa de terceiros e até com a grafia errada (Ayrton), segundo relatório da Operação Caixa de Pandora. Essa referência seria a única ligação ao deputado do PR, que também vai recorrer.
Gravações
Nemer tinha esperanças da absolvição porque, diferente do que ocorreu com Brunelli, Eurides Brito e Leonardo Prudente, não há vídeos com o flagrante da entrega de dinheiro. A participação de Nemer é considerada pela Justiça em interceptação de uma conversa entre Durval, o então governador, José Roberto Arruda, e o chefe da Casa Civil à época, José Geraldo Maciel. Os três discutem uma suposta partilha de dinheiro na base aliada. Nesse diálogo, há uma citação a pagamento no valor de R$ 11,5 mil a Nemer e de R$ 40 mil a Aylton Gomes.

A defesa do ex-governador Arruda alega que o conteúdo do diálogo era outro e foi tirado de contexto. Os advogados sustentam ainda que houve uma edição dessa gravação, feita pela Polícia Federal, com autorização do ministro Félix Fischer, atual presidente do Superior Tribunal de Justiça. Um gravador foi acoplado ao corpo de Durval durante uma reunião com Arruda e Maciel na residência oficial de Águas Claras.
Cristiano Araújo é indiciado

De acordo com a Polícia Civil, o deputado fraudou licitação pública
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu à Justiça o indiciamento do deputado Cristiano Araújo (PTB) pelo crime de fraude a licitação. Um relatório da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) cita evidências de participação do parlamentar em contratações irregulares de pesquisadores para desenvolver projetos patrocinados pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), na época em que o PTB, partido do distrital, exercia influência sobre a área de ciência e tecnologia.
Esse é um desdobramento das operações Firewall 1 e 2, que promoveram buscas e apreensões em endereços de alvos sob suspeita de desvios de recursos públicos. Interceptações telefônicas feitas com autorização judicial indicaram vinculação entre pesquisadoras contratadas, supostamente sem qualquer qualificação, e Cristiano Araújo. Com boa aparência, as moças recebiam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil para lecionar ou fazer pesquisas na área de ciência e tecnologia. A investigação policial apontou direcionamentos nas contratações de pessoal e total desrespeito a critérios de qualificação sob a coordenação do distrital.
De acordo com o inquérito, as jovens recebiam uma espécie de mesada de entidades contratadas pela FAP sem sair de casa. Não há registro de que tenham executado o propósito das bolsas. A seleção deveria levar em conta uma análise curricular, mas há indícios de que a maioria das pessoas acabou selecionada por afinidade ou amizade.
O pedido de indiciamento foi encaminhado à Justiça porque Cristiano Araújo, na condição de deputado distrital, tem foro especial e só pode ser processado e julgado com autorização do Tribunal de Justiça do DF. Ao receber o relatório da Deco, a Promotoria de Fundações e Entidades de Interesse Social do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou as conclusões para a Justiça de primeira instância, que, em seguida, declinou a competência para o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF. No relatório, os policiais pedem que Cristiano Araújo seja ouvido na condição de investigado.
O caso deve chegar em breve às mãos da procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, que terá de decidir se há elementos suficientes para denunciar o distrital ou se serão necessárias novas diligências. O deputado disse ontem ao Correio que apenas duas moças contratadas tinham algum tipo de vínculo com ele, mas seria uma relação distante. “Quando soube que havia um edital para bolsas, eu divulguei na minha rede. Algumas pessoas devem ter se interessado e fizeram inscrição. O edital era público”, afirma o petebista. “Da minha parte, não houve dolo. Eu nem era ainda secretário de Ciência e Tecnologia”, acrescentou Cristiano Araújo. (AMC e KA)

Por  Ana Maria Campos e Kelly Almeida
Correio Braziliense

sexta-feira, 21 de junho de 2013

APÓS QUEBRA-QUEBRA, POLÍCIA FEDERAL FAZ LEVANTAMENTO DE DANOS NA ESPLANADA

Manifestação pacífica se transformou em cenário de guerra, quando um grupo de manifestantes iniciou um tumulto generalizado
Vidraças quebradas, pichações e muita sujeita no Palácio do Itamaraty
A violência e o vandalismo praticados por, no máximo, 2 mil pessoas, após o dia de manifestações pacíficas no centro da capital federal, são alvos de apuração pela Polícia Federal nesta manhã de sexta-feira (21/6). Uma equipe de peritos faz o levantamento dos danos causados após a tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty. No local há cerca de 40 vidraças quebradas, pichações e o espelho d’água amanheceu completamente sujo.
À tarde, a manifestação reuniu jovens com o rosto pintado e com cartazes de protesto nas mãos. O clima era de paz. À noite se transformou em um cenário de guerra na Esplanada e no Eixão Sul, com depredações e dezenas de feridos. Quem passa pela região nesta manhã pode ver paradas de ônibus, radares eletrônicos e placas de trânsito quebrados. Eles quebraram vidros de ministérios, além de invadirem o Palácio Itamaraty e chegaram a quebrar um dos vitrais da Catedral. O tumulto só foi dispersado por volta da 0h de hoje, quando pequenos grupos isolados de manifestantes ainda permaneciam na Esplanada.
Os policiais militares formaram um cordão de isolamento para impedir que os manifestantes se aproximassem do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Mas, no início da noite, um grupo seguiu para o Palácio Itamaraty e protagonizou as cenas mais tristes do histórico 20 de junho. Com os rostos cobertos, vândalos atearam fogo na fachada do edifício tombado, quebraram vidraças e picharam paredes internas. A Secretaria de Segurança Pública promete punir com rigor os que desvirtuaram a mobilização legítima e destruíram o patrimônio público. Segundo a Secretaria de Segurança, os confrontos deixaram 127 feridos. Três deles estariam em estado grave, de acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), informação não confirmada pela Secretaria de Saúde.
Os protestos começaram pouco antes das 16h, em frente ao Museu da República. Uma hora depois, o grupo começou a marchar em direção ao Congresso. O trânsito na Esplanada acabou interrompido. Centenas de policiais aguardavam os manifestantes, isolando completamente o parlamento brasileiro. Como na última segunda-feira, pessoas com bandeiras de partidos políticos foram hostilizadas e houve bate-bocas, mas sem confrontos. Veículos aéreos não tripulados registravam imagens da movimentação na Esplanada a todo momento.
Entre os manifestantes que desceram o Eixo Monumental, no fim da tarde, em direção ao gramado do Congresso, o clima era de paz. Os cartazes e as faixas pediam mais saúde e educação e reclamavam da corrupção e da realização da Copa do Mundo no país. No meio da multidão, uma imagem se destacava: a do pequeno Levi Obalski, de 5 anos, nos ombros do pai e segurando a Bandeira Nacional. Morador de Samambaia, o brigadista Willian Assis dos Santos, 34, fez questão de levar o garoto, mesmo sabendo dos riscos. “Acho importante que ele tenha noções de cidadania desde a infância. Quero que se lembre, mesmo vagamente, de que um dia participou de um movimento histórico como este”, disse.
Mascarados
Pouco antes das 19h, o ambiente na Esplanada começou a mudar. Um grupo de pessoas mascaradas lançou rojões em direção aos policiais militares, que não reagiram. Eles eram reprimidos pelos próprios manifestantes, que gritavam “sem violência”. Os cidadãos que eram contrários ao confronto se sentavam no gramado em alguns momentos para se distinguirem das pessoas mascaradas que afrontavam os PMs. Com o acirramento dos ânimos, um grupo de manifestantes deixou a região do Congresso e seguiu a pé rumo ao Eixão Sul, onde começou um outro protesto.
Na Esplanada, o protesto saiu do controle. Um grupo de vândalos ateou fogo na entrada do Itamaraty diante de um número reduzido de policiais. Os policiais usaram extintores de incêndio para rapidamente controlar as chamas. Vidraças da fachada ficaram destruídas, enquanto pessoas pulavam em cima da escultura de Bruno Giorgi. Mais PMs correram para reforçar a segurança do prédio e dispersaram o bando que estava à frente do Itamaraty. Houve episódios de vandalismo também contra o prédio do Ministério da Previdência Social. Com os ânimos exaltados, o grupo começou a incendiar objetos em frente ao Congresso. A partir daí, a polícia passou a reprimir o protesto.
Várias pessoas passaram mal com o efeito do gás lacrimogêneo e do spray de pimenta atirados pelos policiais. Ao todo, 127 pessoas foram atendidas pelo Samu e pelos Bombeiros, entre elas 10 PMs. Há três feridos em estado grave, e pelo menos um corre risco de morte. Ainda de acordo com o Samu, um dos manifestantes chegou ao Hospital de Base do DF com um ferimento grave na cabeça. Outro paciente apresentava quadro de traumatismo craniano e na face. O caso mais grave era o de uma pessoa que sofreu um corte na perna.
O secretário de Segurança, Sandro Avelar, deu entrevista coletiva no fim da noite para falar sobre a atuação durante o protesto. Ele elogiou a PM e afirmou que os policiais se controlaram, mesmo nos momentos mais difíceis. “Vamos investigar e identificar essas pessoas para saber quem são os infiltrados que geram instabilidade no movimento”, explicou. O secretário negou que tenha havido uso de balas de borracha.
Fonte: Correioweb

PT achou que pão e circo bastavam

Corrupto, presente

Os cientistas políticos  e os sociólogos de plantão ainda estão atônitos com as manifestações de rua que ocorrem no país. A convulsão social que explodiu nos estados com milhares de pessoas protestando é a combustão espontânea da revolta de um povo que estava contido, manipulado por políticos e liderado por um governo que subestimou a sua capacidade de se indignar. O PT achou, durante muito tempo, que o pão e o circo seriam suficientes para manter os brasileiros anestesiados. E o que se vê é a revolta popular contra as migalhas dos programas sociais, a alta da inflação, o endividamento da classe média levada ao consumo por uma política econômica leviana e desastrosa de um governo que administra o país no improviso.

Nem os mais abalizados analistas políticos seriam capazes de imaginar que o circo iria pegar fogo e o pão seria rejeitado pelo povo que está nas ruas para reivindicar por seus direitos em um país que só sabe exigir  da sua população, mas nada oferece em troca. Não reduz os impostos exorbitantes, não combate a violência e a epidemia do crack.  Não oferece transporte público eficiente,  abandonou a educação e a saúde e paralisou as obras de infraestrutura freando a geração de emprego. O governo petista se distanciou do povo e se enclausurou em grupelhos. Ignorou a capacidade de aglutinação dos jovens, a importância das redes sociais e o poder de mobilização da classe média, enxertada por emergentes da classe “c”, antenados com a política e a economia em crise do Brasil e de outros países. ...

Mas numa análise mais simplista, observa-se que no cerne de toda essa questão o combate a corrupção é a palavra de ordem que se repete nos cartazes e está na boca dos manifestantes. O pais está atolado na lama, a honestidade desce pelo esgoto. Não existem mais líderes, homens públicos confiáveis. O Brasil está mergulhado na anarquia, dominado por pelegos sindicais irresponsáveis, analfabetos e despreparados que povoam os  39 ministérios e outros órgãos públicos. A presidente da República, como uma autista, mostra o seu despreparo para dirigir o país quando em plena crise voa para São Paulo para se aconselhar com Lula e o marqueteiro João Santana. Mais uma vez ignora o clamor das ruas e prioriza a reeleição, enquanto o país pega fogo! O marketing não salvou Collor quando pediu que a população saísse às ruas de verde e amarelo para apoiá-lo na crise. A multidão vestiu-se de preto. O resultado, todos conhecem.
Fonte: por Jorge Oliveira/C. Humberto - 21/06/2013


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Deputado chama gestão de vice-governador Filippelli no PMDB de "tirania partidária"

Foto: Divulgação
Irritado com o tratamento que vem recebendo de seu partido, o PMDB, desde que saiu da Secretaria de Obras, em julho de 2011, o deputado Luiz Pitiman resolveu questionar a postura do presidente regional da legenda, o vice-governador Tadeu Filippelli.  Pitiman qualifica de “tirania partidária”, a forma como Filippelli conduz o PMDB em Brasília.

Para fundamentar tal reclamação Pitiman chega a retroagir um pouco no assunto e lembra da disputa entre Filippelli e Joaquim Roriz pelo comando regional do partido, em 2009. Na época, com o apoio da cúpula nacional, Filippelli venceu a queda de braço, o que obrigou Roriz a deixar a legenda.

“Tadeu Filippelli resolveu trair o seu criador e iniciar um processo de asfixia política de Joaquim Roriz”, destacou Pitiman em discurso ontem à tarde da tribuna da Câmara dos Deputados. Ainda sobre o episódio  de 2009, Pitiman disse que “Roriz declarou com tristeza ao deixar a sede do partido que foi expulso do PMDB, já que Filippelli, por anos seu protegido político, comandante da sigla no DF, não quis lhe dar legenda para concorrer”.

A insatisfação de Pitiman com Filippelli tornou-se insustentável depois que o comando regional do partido negou-lhe o direito de veicular propaganda no horário gratuito destinado ao PMDB. O conteúdo dos vídeos gravados por Pitiman fazia críticas à administração do PT no DF, da qual Filippelli faz parte na condição de vice-governador.

“Estou sendo perseguido pelo presidente do PMDB. Tive censurada minha participação no horário político”, reclamou Pitiman na tribuna. Qualificando a postura de Filippelli como “uma tirania incrustada no PMDB-DF”, o deputado federal encerrou com um duro e enigmático recado ao vice-governador: “vou contar capítulo por capítulo quem é verdadeiramente o senhor Tadeu Filippelli e quais as suas práticas políticas para se manter no poder, governo após governo”.


Fonte: Guardian Notícias

quarta-feira, 19 de junho de 2013

AGACIEL MAIA PARTICIPOU DE AUDIÊNCIA PÚBLICA QUE DEBATEU A POLÍTICA DISTRITAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

A Câmara Legislativa  debateu na manhã desta quarta-feira (19/06), em audiência pública, a Política  Distrital de Resíduos Sólidos, com a participação do deputado Agaciel Maia, vice-presidente da CLDF.
Para discutir a gestão e alternativas para a problemática dos resíduos sólidos foram convidados o representante da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop), Ronei Alves;  além de várias autoridades envolvidas no assunto.
Agaciel falou que o GDF, deve pensar  não somente na parte física, mas também na capacitação de todos os envolvidos no processo, além da qualidade de vida da população.


De malas prontas

O programa partidário do PSD veiculado na semana passada foi a gota d’água. As deputadas oposicionistas Celina Leão e Eliana Pedrosa estão mesmo de malas prontas para deixar o PSD. No programa, o presidente da legenda, Rogério Rosso,  faz uma homenagem aos quatro parlamentares na CLDF, mas não comunicou os distritais da gravação do mesmo, nem as fotos exibidas eles puderam escolher.

Ontem (18), as duas deputadas protocolaram carta de repúdio a direção nacional e regional do PSD. Nela, as parlamentares argumentam que não há espaço no partido para elas. Nenhum dos quatro deputados distritais do partido fazem parte da direção executiva da legenda. A líder, Celina Leão, não deve nenhum dos 15 ofícios encaminhados ao partido respondidos, não tendo condições de coordenar a bancada sem o aval do partido.

Insustentável

Para elas, a situação é insustentável. Ou o partido se sensibiliza e assegura maior espaço nas decisões, ou cada uma deve seguir para algum dos convites que receberam de diversos partidos. Veterana, Eliana Pedrosa é cotada para disputar o Buriti, estava conquistado apoio interno para isso. Chegou a ter o aval do presidente nacional, Gilberto Kassab, mas pelo visto não passou de articulação do presidente. Uma fonte revelou à Coluna que na conversa entre Rosso, Kassab, Liliane Roriz e seu pai, ex-governador Joaquim Roriz, na semana passada, Kassab se comprometeu a não fechar alianças no DF sem consultar o “velho”, como é carinhosamente chamado o Sr. Joaquim. Viria daí o endurecimento da relação.

 
Futuro afunilado


O futuro de Eliana é o mais cobiçado, por estar entre os candidatos ao GDF. Acredita-se na ida dela para o PSDB, mas lá, encontraria dificuldades junto ao deputado Izalci Lucas e o, quase tucano, Luiz Pitiman. Nos bastidores, enfeitava-se uma parceria com o ex-senador Luiz Estevão, atualmente comandando o PRTB. Lá, o problema seria o tempo de TV. O jeito é esperar pra ver onde se aconchegará a “dama de ferro” da poloítica do DF
Fonte: Alô Brasília/Coluna ONS e OFFs/ Tiago Monteiro Tavares/Blog do Odir

Diretor técnico do DFTrans é investigado pela Polícia Civil do DF por enriquecimento ilícito

Foto: Roberto Barroso
Mais um caso de irregularidade dentro do Governo do Distrito Federal está na mesa do Ministério Público do Tribunal e Contas do DF. A Procuradora Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira está analisando várias representações relacionadas ao DFTrans.

De acordo com matéria publicada pelo site QuidNovi, a Associação dos Auditores Fiscais de Transporte do DF denunciou os problemas, que envolve o Sistema de Bilhetagem Automática – SBA.

Na reportagem há uma alerta para as consequências que as investigações ter. “A qualquer momento a bomba que ronda por todo país em manifestações populares pode estourar no colo do governo petista de Agnelo Queiroz”, consta da reportagem.

Ainda de acordo com o portal, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) apura indícios de enriquecimento ilícito de um diretor técnico do DFTrans.

O servidor era apenas um cobrador de ônibus e trabalhou na campanha de Agnelo. Atualmente, segundo investigações da PCDF, ele possui uma camionete por R$ 130 mil à vista, um supermercado e recentemente uma revenda de carros usados.


Fonte: Guardian Notícias

Prontos para a rua

Aguardando convocação
Com a explosão das manifestações pelo país, tropas do Exército de Brasília estão recebendo treinamentos específicos, desde sábado, para aplicá-los durante os protestos, caso as Forças Armadas sejam convocadas a ir para a rua.

Por Lauro Jardim

Fonte: Veja.com - Radar on-line - 19/06/2013