Comerciantes reclamam dos assaltos recorrentes na 309 Norte, onde, na noite de terça-feira, um bandido acabou morto por um policial. Prédios têm contratado segurança privada
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Quadra onde policial reagiu a assalto e matou um suspeito |
A falta de
segurança e de uma política social eficaz deixa a população e os comerciantes
reféns de moradores de rua, usuários de drogas e criminosos. A combinação
perigosa tem sido queixa comum na Asa Norte. Sucessivas ocorrências de furtos e
roubos, alguns com restrição de liberdade, registradas nas quadras comerciais e
residenciais da região assustam os habitantes de uma das áreas mais nobres do
Distrito Federal. Sem verem resultado nas ações públicas, como policiamento e
punição aos assaltantes e sequestradores, alguns prédios recorreram à
iniciativa privada.
Levantamento
feito pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a pedido do Correio,
mostra que, de janeiro a outubro de 2013, foram registrados 539 roubos na Asa
Norte, ou 1,77 por dia — no ano passado, a média, no mesmo período, foi de
1,85. Na noite de terça-feira, um assaltante tentou render um policial civil no
estacionamento da 309 Norte e acabou morto porque a vítima reagiu. A troca de
tiros deixou marcas no supermercado da quadra.
Ontem, o
assalto virou assunto em lojas da quadra comercial. Há uma semana, o síndico de
um dos blocos tomou uma providência. “Os moradores de rua e pivetes queriam
dormir aqui e o pessoal dos apartamentos e das lojas se sentia inseguro. Fui
obrigado a contratar um vigia particular para inibir. Se o governo não faz a parte
dele, temos que fazer a nossa”, argumenta Luiz Jorge Sobrinho.
O antigo
síndico tinha uma reserva de dinheiro para questões emergenciais, que deve
pagar pelo primeiro salário do vigia. Segundo Sobrinho, o Sindicato dos
Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio-DF)
estabelece um piso de R$ 2 mil líquido para esses profissionais. Por enquanto,
os donos dos imóveis não devem sentir o peso da contratação, mas, nos próximos
meses, os custos serão repassados. “Pagamos adicional noturno, então, fica mais
oneroso. Se não sentirmos que a segurança nas ruas melhorou, vamos manter o
vigia. A tendência é aumentar o valor do condomínio”, adianta Sobrinho.
Fonte:Correio Web.
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